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Tecno Curioso

Múmia é encontrada dentro de estátua buda

por: Grasiel Felipe Grasel em Notícias Curiosas
na data: 26/02/2015 | 10:45

Depois de alguns testes feitos em dezembro de 2014, o Centro Médico Meander, de Amersfoort, na Holanda, constatou que uma estátua budista datada de mais de mil anos realmente levava uma múmia em seu interior como alguns especialistas suspeitavam.

A notícia foi uma surpresa a todos, afinal, é comum que os monges budistas praticassem auto-mumificação, no entanto, um corpo preservado dentre de uma estátua é novidade até para os pesquisadores mais antigos da cultura budista.

O centro médico realizou exames de endoscopia e tomografia computadorizada sobre a supervisão do especialista em arte budista Erik Brujin, que acompanhou de perto todo o processo dos exames para certificar que nenhum dano seria causado tanto à múmia, quanto à estátua.

Com a tecnologia das máquinas que realizaram os exames, foi possível obter imagens que mostravam com perfeição um esqueleto humano, o que serviu como prova final de que a estátua era, na verdade, uma espécie de urna funerária como o sarcófago dos faraós egípcios.

A múmia foi identificada como o mestre budista Liuquan, que pertencia a escola de meditação chinesa e ficará em exposição no Museu de História Natural Húngaro até maio de 2015, quando voltará para o museu em que estava anteriormente, o Museu Drents, na Holanda.

Como o site Ancient Origins explica, "Nos primeiros mil dias, os monges deixam todos os alimentos, exceto nozes, sementes, frutas e bagas e se engajam em uma extensa atividade física para se livrarem de toda a gordura corporal. Para os próximos mil dias, sua dieta foi restrita a apenas cascas e raízes. Perto do final deste período, eles bebiam um chá venenoso feito a partir da seiva da árvore Urushi, o que causa vômitos e uma rápida perda de fluidos corporais. O chá também atuava como conservante e matava vermes e bactérias que fazem com que o corpo se decomponha após a morte".

A parte final de uma mumificação budista, depois de seis anos de uma preparação torturante, consistia em trancar-se em um túmulo de pedra um pouco maior que o seu corpo, onde ficaria em uma posição chamada "posição de lótus" e em um estado de meditação profunda. Um pequeno tubo de ar fornecia oxigênio para dentro do túmulo e mantinha o monge vivo, o que era confirmado por um pequeno sino que eles tocavam todos os dias parar sinalizar que ainda estavam vivos. Quando o sino não era mais ouvido, o tubo de ar poderia ser retirado e túmulo selado.

Depois de mil dias, o túmulo era finalmente aberto para que a mumificação estivesse completa. Se o corpo estivesse em boas condições e ainda estivesse na posição de lótus, o monge era elevado a condição de Buda, seu corpo era retirado do túmulo e colocado em um templo onde pudesse ser adorado e venerado. Se o corpo estivesse se decomposto, o monge era selado em um túmulo em respeito por sua resistência, mas não era adorado.

Fonte: The Telegraph

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