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Tecno Curioso

Como foi descoberta a pólvora?

por: Grasiel Felipe Grasel em Invenções
na data: 23/02/2015 | 16:00

Quem não gosta de assistir um show de fogos? O som empolgante das explosões e a beleza das cores e formas reproduzidas no céu são encantadoras, até o mais desanimado se vê obrigado a mostrar no mínimo um sorrisinho de canto de boca.

Como você deve saber, uma substância essencial para o funcionamento dos fogos de artifício é a pólvora, que é altamente inflamável e tem grande potencial explosivo. A pólvora é, talvez, o maior objeto de contraste que se possa imaginar quando pensamos que, seus principais usos são tão diferentes, os belos fogos de artifício e nas mortais armas de fogo.

Os primeiros registros encontrados ao longo da história onde a pólvora é listada como uma substancia perigosa são datados do século IX, na China, durante a Dinastia Han, quando alquimistas do império chinês tentavam descobrir um elixir da longa vida e acabaram descobrindo que o seu produto final era extremamente inflamável, dessa forma, listavam as substâncias que usaram como uns dos que não deviam misturar.

A mistura obtida pelos alquimistas chineses era basicamente 75% de salitre, 15% de carvão e 10% de enxofre, sendo que o salitre (nitrato de potássio) era o principal responsável pelo efeito de combustão. Ao longo dos tempos, essa formula foi sendo modificada de forma que fosse mais eficiente para os fins que era destinada.

Surgem fogos de artifício

Usar o efeito de combustão da pólvora como entretenimento só se tornou realidade no século VII, quando os chineses os usavam para expulsar maus espíritos e trazer sorte e felicidade em suas festividades. O uso de fogos de artifício se tornou tão popular que no século X já existiam profissionais que trabalhavam exclusivamente na produção e venda de artefatos pirotécnicos.

O potencial militar da pólvora só começou a ser utilizado no século X, pela China, na forma de bombas lançadas por catapultas, o que foi de grande ajuda nos combates em que seus inimigos sequer sabiam o que eram aquelas bolas voadoras explosivas.

A chegada dos canhões

Quando o canhão surgiu, em 1126, tubos de bambu lançavam bombas contra seus inimigos como o primeiro protótipo da arma, que mais tarde usaria tubos de ferro, que é muito mais resistente ao efeito de propulsão. A arma foi usada por mongóis contra os Húngaros em 1241, quando tornou-se conhecida pela Europa, provavelmente por meio de mercadores.

Canhão de 1332
Canhão de 1332

A polvora em armas de mão

Os primeiros a usarem a pólvora em armas portáteis, que mais tarde se tornariam os rifles da atualidade, foram os árabes, em 1304, que com um cilindro de bambu reforçado com ferro e carregado com pólvora para lançar flechas, utilizava da pressão dos gases expelidos pela combustão da pólvora para lançar os projeteis para fora da arma.

A pólvora só começou a ser utilizada para fins pacíficos no fim do século XVII, em minerações e construções de estradas, perdendo boa parte do seu uso (de forma pura) com a descoberta da nitroglicerina e a invenção da dinamite.

A pólvora sem fumaça

Em 1886, o químico francês Paul de Vieille desenvolveu uma formula melhorada para a pólvora, a qual ficaria conhecida como pólvora sem fumaça, feita de nitrocelulose gelatinosa misturada com éter e álcool, a solução passava por rolos para formar finas folhas que eram cortadas por guilhotinas para formar grãos de tamanhos variados. A pólvora de Vieille apresentou um potencial muito maior para as armas de fogo da época, sendo adotada pelo exército francês poucos anos depois.

A pólvora sem fumaça possibilitou a criação de armas automáticas, pois, a pólvora negra, que usava como base a formula descoberta na China, deixava uma fina camada de resíduos corrosivos no interior do cano, o que fazia com que os equipamentos emperrassem com frequência, já na nova versão da pólvora, esses resíduos corrosivos eram inexistentes.

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